terça-feira, 1 de novembro de 2016

Quero por fim, por fim a tudo.

Eu quero cair, fundo, e cada vez mais fundo. Quero afundar no mar gélido, quero ficar em baixo da terra. 

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Quero por fim, por fim a tudo.

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Não posso mais ficar sozinha com meus pensamentos, eles me consomem, drenam tudo o que existe de esperança.

Eu quero continuar, quero buscar alguma solução. Mas não consigo, é como se existissem gavinhas se prendendo ao meu corpo e me prendendo no lugar onde estou. Este lugar que parece um turbilhão, onde vejo todos os elementos segregados, meu pedido de socorro morre mudo na minha garganta.

Não tem quem chamar, e para que chamar alguém? 

Aqui é arriscado. Vejo lembranças fragmentadas nesse turbilhão, lembranças minhas. Engraçado, eu vou sumindo, enquanto o turbilhão se alimenta da minha essência.

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Pensando ..Escrevendo

O texto de hoje não fala muito sobre tudo, mas ao mesmo tempo não fala sobre nada. Não existe nada como escrever e depois você ler o que escreveu e se perder nos pensamentos.
Se por acaso posso sugerir uma dica, escrevam. Afinal todos passamos por problemas e nada como o desabafo pessoal para isso. 

Abaixo, está um desabafo bem particular. Espero que gostem..





"Perdida em pensamentos"



Quando pensamos muito sobre o que escrever, acabamos escrevendo nada, esquecemos que o que queremos colocar pra fora são os sentimentos de angustia há muito perdurado aqui no peito.  É uma vontade de gritar, chorar, sair correndo, escrever, rasgar , ouvir, calar, se esconder, ser visto, confusão, desilusão, ilusão, amor, ódio, ciúmes, tragédia, sentimentos, a falta deles.

Tudo parece um mar gélido, cálido, pronto pra te abraçar e te envolver em toda a sua frieza e amargura, toda a sua tranquilidade e ternura. Basta saber, vou me entregar?

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Uau, faz quase um ano que não escrevemos nada aqui no blog. É garanto pra vocês que até mesmo eu me assustei.
Bom, posso lhes garantir que nesse um ano muitas coisas aconteceram nas nossas vidas, imagino que na de vocês também. Afinal a cada minuto mesmo que não tenhamos o trabalho de perceber, algo a nossa volta ou até com nós mesmos se renova. 
Hoje fiquei me questionando o por que de parar de escrever aqui. E a resposta foi, "Ah eu não tive tempo", "Ah não sabia sobre o que escrever", "Criei o blog com um intuito e agora quero mudar?"
Foi quando me toquei, não tem por que ter medo de mudar, mudança faz parte da vida. Faz parte do cotidiano. Nesse quase um ano eu mudei tanto as coisas na minha casa, na minha vida, na minha história. Então por que não mudar as coisas aqui?
Ao invés de escrever sobre livros, escreverei sobre coisas do cotidiano. Coisas que acontecem na minha e eu acredito que na sua vida também. Montarei um dialogo, um escape, onde eu e vocês poderemos desabafar, contar com alguém do outro lado, ou apenas ter um amigo pra conversar. Não estou dizendo que bancarei a psicóloga, até por que não tenho inteligência mental para tal façanha. Mas serei o mais próximo possível de um diário. Serei aquele diário, aquele amigo imaginário que você sempre contou as coisas e sempre esperou uma resposta, e por anos ficou no silêncio.

O que acham? Querem viajar de cabeça nessa aventura comigo? 
Tenho certeza que daremos uma bela história juntos.






domingo, 27 de julho de 2014

Somos todos humanos

Faz tempo que não escrevemos aqui no blog, é eu sei..
Mas hoje fiquei pensando no que postar, e quando vi, já estava com a caneta na mão e escrevendo esse mini texto. Espero que gostem.


"Somos todos humanos"

Nada no mundo pode nos mudar, não somos máquinas a serem programadas, somos humanos!!
Temos vidas próprias e pensamentos próprios e isso é o que basta. Não estamos aqui para agradar ninguém, mesmo assim sempre nos vemos tentando agradar alguém. Mesmo sem querer, nos tornamos aquelas máquinas e somos programados como a sociedade quer. Nos expressarmos é o mesmo que contrariar a politica de que todos temos voz, afinal, isso não é verdade, mas no momento em que nos calamos nos tornamos covardes por não termos coragem de dizer o que pensamos.
Irônico, mas é a realidade. 
Se pararmos para pensar que a sociedade é constituída por pessoas e que essas pessoas já se sentiram da forma que nos sentimos hoje, nos faz questionar, o que seremos  amanhã??
Por isso, digo apenas que sigam seu coração, nem sempre pode ser o caminho certo, mas com certeza será o caminho que te deixará mais próximo de você.

Para enfatizar essa postagem, abaixo está o link de uma música que nos mostra exatamente o quanto somos humanos!!

When I Was Younger

By: Andreza Gonçalves.

When I Was Younger

Nos seriados raramente prestamos atenção nas músicas de fundo, mas, quando uma música é boa o bastante para te tocar, não tem como não notar.
Ao assistir o episódio 4x23 de The Vampire Diaries (acredito que vocês já ouviram falar rsrs), me deparei com essa música, e sinceramente, não tem como não parar pra pensar na vida, nas nossas escolhas, no que fomos, no que somos e no que queremos nos tornar.
Cantada por Liz Lawrence, a música é calma, e penetrante.
Infelizmente não conseguimos uma biografia da Liz, mas assim que as possuir, estarei atualizando a postagem.
Abaixo está o vídeo da música.

Aumente o volume, e curta o som!!














domingo, 25 de maio de 2014

Capítulo Dois - Livro: Preso em um passado contínuo.




Não percebi que dormi por cima do caderno até o despertador tocar. Já eram 8:15 da manhã o que significava que já estava quinze minutos atrasado.
Atualmente eu estava trabalhando em um escritório. Quando cheguei, as pessoas conversavam felizes entre si, ao me verem começaram a cochichar, e suas faces eram de pena. Não suportava mais aqueles olhares, isso tornava a dor ainda maior em meu peito.
Há cerca de um mês, recebi a notícia de que Megan estava morta, acho que nunca chorei tanto em minha vida, nem quando papai se foi.
Sei que ainda não expliquei a importância que Megan teve em minha vida, apenas espero que entenda o quão difícil é falar sobre esse assunto. Cada palavra, cada lembrança dói em minha alma. Eu poderia tentar-lhe contar agora, se não fosse por uma visita inesperada em minha porta. Pensei que nunca mais fosse -lo, mas ali estava, o inferno de minha infância.
- Ora,ora se não é o Grande Empresário Theo Lugano. - O escarnio em sua voz era repugnante.
- Thimoty, o que faz aqui?
- O que? Não se pode mais fazer uma visitinha aos amigos?
- No horário de trabalho? E outra, quem disse que somos amigos?
- Calma, calma estou em missão de paz, fiquei sabendo que a sua, como é que você a chama mesmo? Ah sim, Mentora?? Bateu as botas, vim prestar minhas condolências
- Sim, isso mesmo.Obrigada. Mas alguma coisa Thimoty? - Precisei de toda a força de vontade para não partir para a agressão. Procurei demonstrar toda a calma, afinal, sua intenção era me aborrecer.
- Pensei que você estaria aos prantos agora, ou ao menos demonstrasse um pouco mais de consideração. Me diz geniosinho, do que valeu hein? Ficar todo aquele tempo com ela? Agindo como se ela fosse sua mãe, se agora ela esta morta e você esta com nada, hein me diz? – Seus olhos eram de pura raiva, ele bateu na mesa enquanto proferia a última frase.
-Thimothy, se o que você ja disse o que tinha para dizer, peço a gentileza que se retire, preciso trabalhar.
Sem dizer mais nenhuma palavra, ele se retirou, e se não estou enganado vi uma lágrima cair de seus olhos.
Quanto a mim, novamente estava aos prantos. Já não aguentava mais tanto choro. Pedi a secretaria que não transferisse nenhuma ligação e me tranquei na sala.
Não sei quanto tempo fiquei olhando para o nada. Era melhor o nada do que a dor. Eu poderia me entregar a escuridão.
"... You need somebody to hold your hands and cope, you feeling a little older, you need a shoulder.."
A música perfurava a minha mente, as lembranças me irritam, pois, elas não vem em ordem cronológica, mas sim pelos fatos do passado que refletem no presente, ou algo, do presente que nos lembra o passado. Por isso que estava atônito após as palavras de Thimothy.
"... - Theo, entendo que você adoraria ser como as outras crianças, mas veja bem, as outras crianças não gostam de ir a escola, elas na verdade fogem de la.
- Mas mãe, eu não sou como as outras crianças, e eu não estou indo à escola, na verdade eu estudo com Megan, a senhora sabe disso.
Nunca tinha sido desrespeitoso com a minha mãe, mas nos últimos dias ela estava determinada a me convencer a parar de estudar, e se tinha uma coisa em minha vida que valia a pena, era estudar.
- E como você pretende paga-la quando ela vier cobrar? Porque de uma coisa você pode ter certeza, ela cobrará, e nessa hora como pretende paga-la, me diz? Você sabe muito bem que seu pai e eu não temos dinheiro, e agora que você parou de capinar os jardins, nossa situação ficou ainda mais escassa. Theo, me responde mais uma coisa, e no dia que ela se casar, acha mesmo que ela continuará lhe ensinando, seja la, o que ela ensina?
- Ela não vai se casar - minha voz saia amarga enquanto eu tentava controlar as lágrimas que por certo viriam.
- E como é que você sabe disso?? No final das contas, o que você vai ganhar com isso.?
... O que você vai ganhar com isso, a frase parecia uma espessa nevoa em minha mente, que aos poucos foi se dissipando...."
- Sr Theo, Theo.??
Senti mãos me chacoalhando, as mesmas pareciam desesperadas.
Abri os olhos, não tinha me dado conta que havia dormido. Na minha frente Sophie não estava mais com cara de pena, na verdade ela assumira uma cara de puro terror.
- Sophie, o que houve?
- Theo, o diretor esta aqui, e ele quer falar com você.

By: Andreza Gonçalves.

sábado, 24 de maio de 2014

Capítulo Um - Livro: Preso em um passado contínuo.





 Talvez isso não se torne uma história, talvez as pessoas nunca descubram quem fui, quem sou, muito menos quem serei.
Mas não acredito que o meu propósito seja escrever para essas pessoas. Não acredito que a minha história vá influencia-las de alguma forma.
Mas acredito que escrever essa história fara toda a diferença para mim. Não por que me deixara famoso ou algo do gênero, mas porque terei alguém, ou nesse caso, algo para poder contar o que eu tenho para contar.
Não sou rico, nem chego perto, mas também não sou pobre. O dinheiro que tenho é o suficiente para me sustentar. Não sou uma pessoa que gosta de luxo, tao pouco gosto de farra. Meu mundo se baseia nos livros que leio. Sim, minha vida é um tanto parada, acho que o que você precisa saber é que como todas as pessoas, eu respiro e dentro de mim existem órgãos vitais que até o presente momento estão funcionando, caso contrario não estaria aqui. Sou basicamente um humano normal, acredito levar uma vida normal.
Mas hoje não acordei  muito bem, mas não tinha com quem conversar, por isso resolvi escrever. Talvez para não parecer um louco falando sozinho ou algo parecido. O fato é que não acordei muito bem, não fisicamente, o meu físico estava ótimo, não ótimo no sentido atlético, mas ótimo no sentido saudável, contudo, emocionalmente falando eu estava abalado, não sei o que me levou a esse episódio remoto da minha vida, mas ao acordar só conseguia pensar em uma música, e essa música me fez lembrar de coisas que há muito tento esquecer, e agora estou aqui, prestes a presenciar sozinho a cascata de lágrimas que com certeza cairão enquanto lhe explico tal historia.
Hoje, posso lhe dizer que sou uma pessoa feliz, mesmo levando uma vida simples e morando sozinho eu sou feliz. Mas nem sempre foi assim, eu costumava sofrer enquanto criança, e não pense que era aquelas bobagens de criança, pois veja, já tenho 30 anos, sou homem feito e se fosse apenas travessuras de crianças daquela época eu reconheceria. No entanto lhe digo, realmente sofri, não era do tipo de criança que ficava na rua brincando, ou que tinha uma boa casa para morar como tenho hoje. Não, eu todos os dias ia capinar o jardim dos vizinhos a fim de ganhar uns trocados, enquanto minha mãe bordava panos e o meu pai ia pescar, mesmo não sendo como as outras crianças, eu não era exatamente infeliz. Ainda mais por que eu tinha uma coisa que as outras crianças não tinham, eu tinha Megan.
Quando Megan e a família se mudaram para minha vila, eu estava capinando o seu jardim a mando de uma vizinha, uma velha rabugenta, que se achava a dona do mundo. O fato é, que eu estava capinando o jardim, e vi o exato momento que seus pés tocaram o chão. Ela usava um sapato azul, com fitas de cetim em um azul um pouco mais claro. Mas acredito ter sido o cheiro e não o sapatinho que me fez querer ver quem era a dona daqueles pés e daquele perfume. Mesmo tendo apenas oito anos, eu sabia admirar uma mulher quando a mesma era tão bela.
            Megan não usava aquelas maquiagens que as mulheres daqui costumavam usar, apenas para parecerem mais "nobres" do que eram, tampouco usava perfumes fortíssimos que as jovens de minha vila usavam para ficarem "cheirosas" ao ponto de parecer que não tomavam banho. Não, Megan era diferente, ela tinha uma beleza natural, e cheirava a lavanda, nada mais do que isso. Verdade que as únicas extravagancias nela eram o sapatinho e a correntinha de ouro com um simples pingente que usava. Nem mesmo o vestido que é uma das coisas que as mulheres daqui deixam de comer para comprar, parecia incomoda-la, afinal o vestido que usava era de um pano vagabundo, acredito eu que seja mais vagabundo até do que o pano que usaram nas minhas vestes, no entanto caía tao perfeito em seu corpo que não tinha como falar que o pano não era da mais alta classe, mesmo que não fosse. Veja, Megan devia ter naquela época cerca de 20 anos, mas sua simplicidade deixava as mulheres daquele lugar inseguras, afinal como disse ela não precisava fazer todas aquelas baboseiras para ser bonita.
Ah, só de lembrar de Megan, dói o coração, não que tivéssemos sido algo além de bons amigos, pois foi exatamente isso, nós fomos grandes amigos.
Aposto que você esperava que eu dissesse que Megan foi o grande amor da minha vida ou algo do gênero, bom, saiba que não. Contudo, ela foi realmente peça fundamental em minha vida, foi motivo de grandes risos, e também da minha maior dor.
Voltando ao passado, naquele dia o tempo estava um tanto enegrecido, devido a chuva do dia anterior, um rapaz, que depois fiquei sabendo ser primo de Megan a ajudava com as malas, enquanto seu pai ajudava a esposa. Ambos eram simples e possuíam um ar nobre ao mesmo tempo. O resto da mudança ocorreu do mesmo jeito de sempre, eles levaram as malas para dentro e la ficaram a terminar de organizar as coisas.
Quando eu terminei de capinar, o que não foi muito depois da chegada deles, fui a casa da vizinha que se fazia de boa samaritana, avisar que  havia terminado. Incrível como aquele dia ficou cravado em minha memória. E embora ainda fosse começo de tarde, o que ocorreu no resto daquele dia não vale a pena ser contado. Oras, pois foi no dia seguinte, que com um sobressalto fui atender a porta e la estava ela, com toda a sua simplicidade e elegância.
- Olá - sua voz era doce como o mais puro açúcar.
- Pois não? - Hoje sei que pareci um tanto mal-educado fazendo essa pergunta, mas veja bem, hoje já não penso como antes.
- Foi você que eu vi aparando o meu jardim ontem, estou certa?
- Sim, senhora. Tem algo errado?
- Algo errado? Mas é claro que não, vim aqui lhe agradecer pelo excelente trabalho que la fez.
- Ah. Hã. É. Obrigado.
Incrível como uma criança pode ficar sem graça diante de um elogio.
Megan parecia ter percebido isso, pois tentou disfarçar a risada ante o meu constrangimento. Como era trivialmente educada, me convidou para tomar chá naquela tarde, agradeci, mas é claro que, neguei. Lembro até hoje do modo como sua feição mudou, de atenciosa passou a inconformada, depois irritada, e voltou a ficar inconformada. Lembro que no momento fiquei com medo, fiquei com medo de ter sido mal-educado, mas eu tinha agradecido, não poderia ser isso. No entanto quando Megan tornou a falar sua voz era de determinação.
- Qual é o problema desse lugar?
-Como assim senhora?
- Eu perguntei qual é o problema desse vilarejo? Por que as crianças capinam o jardim (sim ela estava se referindo a mim), as mulheres ficam a bordar e os homens tende a ter os melhores trabalhos?
- Sem querer ser rude senhora, mas meu pai não tem um bom trabalho.
- Sim,sim,de fato não deve ter, você é uma das poucas crianças desse lugar que são educadas.
- Hã. Obrigada, eu acho.
- Ah meu Deus, como sou mal-educada, nem perguntei seu nome.
- Theo, senhora.
- Theo? Belíssimo nome, pois bem, Theo você é meu convidado para o chá esta tarde.
- Como já disse senhora, não poderei ir.
- Ah, certo. Onde estão os seus pais?
- Papai esta pescando e mamãe esta na sala bordando.
- Ótimo, leve- me até sua mãe.
- Mas por que senhora?
- Vou pedir à ela, que deixe-o ir a minha casa.
E foi assim que Megan conversou com minha mãe, e sem nenhum esforço me levou para o chá da tarde.

BY: ANDREZA GONÇALVES


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