domingo, 25 de maio de 2014

Capítulo Dois - Livro: Preso em um passado contínuo.




Não percebi que dormi por cima do caderno até o despertador tocar. Já eram 8:15 da manhã o que significava que já estava quinze minutos atrasado.
Atualmente eu estava trabalhando em um escritório. Quando cheguei, as pessoas conversavam felizes entre si, ao me verem começaram a cochichar, e suas faces eram de pena. Não suportava mais aqueles olhares, isso tornava a dor ainda maior em meu peito.
Há cerca de um mês, recebi a notícia de que Megan estava morta, acho que nunca chorei tanto em minha vida, nem quando papai se foi.
Sei que ainda não expliquei a importância que Megan teve em minha vida, apenas espero que entenda o quão difícil é falar sobre esse assunto. Cada palavra, cada lembrança dói em minha alma. Eu poderia tentar-lhe contar agora, se não fosse por uma visita inesperada em minha porta. Pensei que nunca mais fosse -lo, mas ali estava, o inferno de minha infância.
- Ora,ora se não é o Grande Empresário Theo Lugano. - O escarnio em sua voz era repugnante.
- Thimoty, o que faz aqui?
- O que? Não se pode mais fazer uma visitinha aos amigos?
- No horário de trabalho? E outra, quem disse que somos amigos?
- Calma, calma estou em missão de paz, fiquei sabendo que a sua, como é que você a chama mesmo? Ah sim, Mentora?? Bateu as botas, vim prestar minhas condolências
- Sim, isso mesmo.Obrigada. Mas alguma coisa Thimoty? - Precisei de toda a força de vontade para não partir para a agressão. Procurei demonstrar toda a calma, afinal, sua intenção era me aborrecer.
- Pensei que você estaria aos prantos agora, ou ao menos demonstrasse um pouco mais de consideração. Me diz geniosinho, do que valeu hein? Ficar todo aquele tempo com ela? Agindo como se ela fosse sua mãe, se agora ela esta morta e você esta com nada, hein me diz? – Seus olhos eram de pura raiva, ele bateu na mesa enquanto proferia a última frase.
-Thimothy, se o que você ja disse o que tinha para dizer, peço a gentileza que se retire, preciso trabalhar.
Sem dizer mais nenhuma palavra, ele se retirou, e se não estou enganado vi uma lágrima cair de seus olhos.
Quanto a mim, novamente estava aos prantos. Já não aguentava mais tanto choro. Pedi a secretaria que não transferisse nenhuma ligação e me tranquei na sala.
Não sei quanto tempo fiquei olhando para o nada. Era melhor o nada do que a dor. Eu poderia me entregar a escuridão.
"... You need somebody to hold your hands and cope, you feeling a little older, you need a shoulder.."
A música perfurava a minha mente, as lembranças me irritam, pois, elas não vem em ordem cronológica, mas sim pelos fatos do passado que refletem no presente, ou algo, do presente que nos lembra o passado. Por isso que estava atônito após as palavras de Thimothy.
"... - Theo, entendo que você adoraria ser como as outras crianças, mas veja bem, as outras crianças não gostam de ir a escola, elas na verdade fogem de la.
- Mas mãe, eu não sou como as outras crianças, e eu não estou indo à escola, na verdade eu estudo com Megan, a senhora sabe disso.
Nunca tinha sido desrespeitoso com a minha mãe, mas nos últimos dias ela estava determinada a me convencer a parar de estudar, e se tinha uma coisa em minha vida que valia a pena, era estudar.
- E como você pretende paga-la quando ela vier cobrar? Porque de uma coisa você pode ter certeza, ela cobrará, e nessa hora como pretende paga-la, me diz? Você sabe muito bem que seu pai e eu não temos dinheiro, e agora que você parou de capinar os jardins, nossa situação ficou ainda mais escassa. Theo, me responde mais uma coisa, e no dia que ela se casar, acha mesmo que ela continuará lhe ensinando, seja la, o que ela ensina?
- Ela não vai se casar - minha voz saia amarga enquanto eu tentava controlar as lágrimas que por certo viriam.
- E como é que você sabe disso?? No final das contas, o que você vai ganhar com isso.?
... O que você vai ganhar com isso, a frase parecia uma espessa nevoa em minha mente, que aos poucos foi se dissipando...."
- Sr Theo, Theo.??
Senti mãos me chacoalhando, as mesmas pareciam desesperadas.
Abri os olhos, não tinha me dado conta que havia dormido. Na minha frente Sophie não estava mais com cara de pena, na verdade ela assumira uma cara de puro terror.
- Sophie, o que houve?
- Theo, o diretor esta aqui, e ele quer falar com você.

By: Andreza Gonçalves.

sábado, 24 de maio de 2014

Capítulo Um - Livro: Preso em um passado contínuo.





 Talvez isso não se torne uma história, talvez as pessoas nunca descubram quem fui, quem sou, muito menos quem serei.
Mas não acredito que o meu propósito seja escrever para essas pessoas. Não acredito que a minha história vá influencia-las de alguma forma.
Mas acredito que escrever essa história fara toda a diferença para mim. Não por que me deixara famoso ou algo do gênero, mas porque terei alguém, ou nesse caso, algo para poder contar o que eu tenho para contar.
Não sou rico, nem chego perto, mas também não sou pobre. O dinheiro que tenho é o suficiente para me sustentar. Não sou uma pessoa que gosta de luxo, tao pouco gosto de farra. Meu mundo se baseia nos livros que leio. Sim, minha vida é um tanto parada, acho que o que você precisa saber é que como todas as pessoas, eu respiro e dentro de mim existem órgãos vitais que até o presente momento estão funcionando, caso contrario não estaria aqui. Sou basicamente um humano normal, acredito levar uma vida normal.
Mas hoje não acordei  muito bem, mas não tinha com quem conversar, por isso resolvi escrever. Talvez para não parecer um louco falando sozinho ou algo parecido. O fato é que não acordei muito bem, não fisicamente, o meu físico estava ótimo, não ótimo no sentido atlético, mas ótimo no sentido saudável, contudo, emocionalmente falando eu estava abalado, não sei o que me levou a esse episódio remoto da minha vida, mas ao acordar só conseguia pensar em uma música, e essa música me fez lembrar de coisas que há muito tento esquecer, e agora estou aqui, prestes a presenciar sozinho a cascata de lágrimas que com certeza cairão enquanto lhe explico tal historia.
Hoje, posso lhe dizer que sou uma pessoa feliz, mesmo levando uma vida simples e morando sozinho eu sou feliz. Mas nem sempre foi assim, eu costumava sofrer enquanto criança, e não pense que era aquelas bobagens de criança, pois veja, já tenho 30 anos, sou homem feito e se fosse apenas travessuras de crianças daquela época eu reconheceria. No entanto lhe digo, realmente sofri, não era do tipo de criança que ficava na rua brincando, ou que tinha uma boa casa para morar como tenho hoje. Não, eu todos os dias ia capinar o jardim dos vizinhos a fim de ganhar uns trocados, enquanto minha mãe bordava panos e o meu pai ia pescar, mesmo não sendo como as outras crianças, eu não era exatamente infeliz. Ainda mais por que eu tinha uma coisa que as outras crianças não tinham, eu tinha Megan.
Quando Megan e a família se mudaram para minha vila, eu estava capinando o seu jardim a mando de uma vizinha, uma velha rabugenta, que se achava a dona do mundo. O fato é, que eu estava capinando o jardim, e vi o exato momento que seus pés tocaram o chão. Ela usava um sapato azul, com fitas de cetim em um azul um pouco mais claro. Mas acredito ter sido o cheiro e não o sapatinho que me fez querer ver quem era a dona daqueles pés e daquele perfume. Mesmo tendo apenas oito anos, eu sabia admirar uma mulher quando a mesma era tão bela.
            Megan não usava aquelas maquiagens que as mulheres daqui costumavam usar, apenas para parecerem mais "nobres" do que eram, tampouco usava perfumes fortíssimos que as jovens de minha vila usavam para ficarem "cheirosas" ao ponto de parecer que não tomavam banho. Não, Megan era diferente, ela tinha uma beleza natural, e cheirava a lavanda, nada mais do que isso. Verdade que as únicas extravagancias nela eram o sapatinho e a correntinha de ouro com um simples pingente que usava. Nem mesmo o vestido que é uma das coisas que as mulheres daqui deixam de comer para comprar, parecia incomoda-la, afinal o vestido que usava era de um pano vagabundo, acredito eu que seja mais vagabundo até do que o pano que usaram nas minhas vestes, no entanto caía tao perfeito em seu corpo que não tinha como falar que o pano não era da mais alta classe, mesmo que não fosse. Veja, Megan devia ter naquela época cerca de 20 anos, mas sua simplicidade deixava as mulheres daquele lugar inseguras, afinal como disse ela não precisava fazer todas aquelas baboseiras para ser bonita.
Ah, só de lembrar de Megan, dói o coração, não que tivéssemos sido algo além de bons amigos, pois foi exatamente isso, nós fomos grandes amigos.
Aposto que você esperava que eu dissesse que Megan foi o grande amor da minha vida ou algo do gênero, bom, saiba que não. Contudo, ela foi realmente peça fundamental em minha vida, foi motivo de grandes risos, e também da minha maior dor.
Voltando ao passado, naquele dia o tempo estava um tanto enegrecido, devido a chuva do dia anterior, um rapaz, que depois fiquei sabendo ser primo de Megan a ajudava com as malas, enquanto seu pai ajudava a esposa. Ambos eram simples e possuíam um ar nobre ao mesmo tempo. O resto da mudança ocorreu do mesmo jeito de sempre, eles levaram as malas para dentro e la ficaram a terminar de organizar as coisas.
Quando eu terminei de capinar, o que não foi muito depois da chegada deles, fui a casa da vizinha que se fazia de boa samaritana, avisar que  havia terminado. Incrível como aquele dia ficou cravado em minha memória. E embora ainda fosse começo de tarde, o que ocorreu no resto daquele dia não vale a pena ser contado. Oras, pois foi no dia seguinte, que com um sobressalto fui atender a porta e la estava ela, com toda a sua simplicidade e elegância.
- Olá - sua voz era doce como o mais puro açúcar.
- Pois não? - Hoje sei que pareci um tanto mal-educado fazendo essa pergunta, mas veja bem, hoje já não penso como antes.
- Foi você que eu vi aparando o meu jardim ontem, estou certa?
- Sim, senhora. Tem algo errado?
- Algo errado? Mas é claro que não, vim aqui lhe agradecer pelo excelente trabalho que la fez.
- Ah. Hã. É. Obrigado.
Incrível como uma criança pode ficar sem graça diante de um elogio.
Megan parecia ter percebido isso, pois tentou disfarçar a risada ante o meu constrangimento. Como era trivialmente educada, me convidou para tomar chá naquela tarde, agradeci, mas é claro que, neguei. Lembro até hoje do modo como sua feição mudou, de atenciosa passou a inconformada, depois irritada, e voltou a ficar inconformada. Lembro que no momento fiquei com medo, fiquei com medo de ter sido mal-educado, mas eu tinha agradecido, não poderia ser isso. No entanto quando Megan tornou a falar sua voz era de determinação.
- Qual é o problema desse lugar?
-Como assim senhora?
- Eu perguntei qual é o problema desse vilarejo? Por que as crianças capinam o jardim (sim ela estava se referindo a mim), as mulheres ficam a bordar e os homens tende a ter os melhores trabalhos?
- Sem querer ser rude senhora, mas meu pai não tem um bom trabalho.
- Sim,sim,de fato não deve ter, você é uma das poucas crianças desse lugar que são educadas.
- Hã. Obrigada, eu acho.
- Ah meu Deus, como sou mal-educada, nem perguntei seu nome.
- Theo, senhora.
- Theo? Belíssimo nome, pois bem, Theo você é meu convidado para o chá esta tarde.
- Como já disse senhora, não poderei ir.
- Ah, certo. Onde estão os seus pais?
- Papai esta pescando e mamãe esta na sala bordando.
- Ótimo, leve- me até sua mãe.
- Mas por que senhora?
- Vou pedir à ela, que deixe-o ir a minha casa.
E foi assim que Megan conversou com minha mãe, e sem nenhum esforço me levou para o chá da tarde.

BY: ANDREZA GONÇALVES


Banda Turne

Vocês se lembram da Luana Camarah, a rockeira da ultima edição de The Voice Brasil? Eu realmente espero que sim.
Integrante do time de Lulu Santos, ela mostrou todo o seu poder vocal cantando sucessos como Highway to Hell (AC/DC), infelizmente não chegou a ser uma das finalistas, mas graças ao The Voice Brasil conhecemos Luana, agora é hora de conhecer a sua banda.

A Banda Turne surgiu em 2005, quando quatro amigos resolveram se reunir e tocar seu próprio som.
Atualmente a banda conta com Luana, no vocal, Xandão, na bateria, Joziel, na guitarra e Bruno, no baixo. Seu primeiro álbum foi denominado "Sigo o Sol", que também é o nome de uma das músicas da banda, foi produzido em 2007 e lançado em 2008. Além de músicas próprias, eles fazem cover de diversas músicas, como na música "Como os nossos pais" da cantora Elis Regina, trazendo um pouco de rock para a canção.
Atualmente a banda está com um novo disco chamado "Maquinário", você curte pop? ou rock? Independente de qual seja nesse CD você encontra os dois.

Ficou curioso? Pois bem, aconselho escutar as músicas dessa banda que já é agrado de diversas pessoas. As músicas contém uma batida única e vibrante.
Para deixar um gostinho, abaixo está o vídeo da música "Maquinário". Espero que gostem e caso queiram saber mais da banda, segue abaixo o site oficial.
Aumente o volume, e curta o som.

By: Andreza Gonçalves.





Site Oficial - Banda Turne



terça-feira, 20 de maio de 2014

Você gosta de viajar? Pois bem nós também.
Esperamos que vocês viagem em nossas histórias, sugestões, criticas, temas são e serão sempre bem vindos.

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